Publicado: 01 Setembro, 2026 – 13h30 | Última modificação: 01 Setembro, 2026 – 13h39
A CONTAC, em conjunto com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Tapejara/RS e Região (STIATAP), realizou nesta segunda-feira, 31/08, um encontro com representantes da Cooperativa Central Aurora Alimentos e empresas prestadoras de serviços de apanha de frangos. A reunião teve como foco as condições de trabalho dos profissionais que atuam nos aviários e a busca por soluções para garantir o cumprimento da legislação trabalhista, das normas de saúde e segurança e da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.
A reunião foi conduzida pelo presidente do STIA e da CONTAC, Josimar Cecchin, e ocorreu após tratativas do Sindicato junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que vêm discutindo situações relacionadas aos trabalhadores da apanha de frangos, especialmente diante de problemas identificados no Estado envolvendo condições inadequadas de trabalho e possíveis situações análogas à escravidão.
Entre os principais assuntos debatidos estiveram a necessidade de garantir alimentação adequada, instalações sanitárias, espaços apropriados para descanso e refeições, condições de higiene e fornecimento e utilização correta dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
Durante o encontro, os representantes das empresas relataram que existem diferentes realidades entre as propriedades rurais. Segundo as informações apresentadas, aproximadamente 90% dos locais já possuem banheiros, enquanto algumas propriedades ainda necessitam de adequações. Também foi informado que os trabalhadores normalmente levam sua própria alimentação, não havendo fornecimento de lanches pelas empresas.
“É fundamental garantir uma estrutura mínima e adequada nos locais de trabalho, inclusive nas propriedades localizadas no interior, permitindo que os trabalhadores possam realizar suas refeições e usufruir dos períodos de descanso com dignidade”, destacou Josimar Cecchin.
Ainda foi ressaltada a importância do cumprimento dos intervalos previstos na legislação trabalhista, incluindo o período mínimo de 11 horas de descanso entre jornadas, evitando emendas ou sobreposição de turnos que possam comprometer o repouso dos trabalhadores.
Representantes da Aurora informaram que a situação está sendo tratada de forma ampla e que a cooperativa irá avaliar as providências necessárias, demonstrando disposição para a construção de soluções conjuntas. Também foi discutida a possibilidade de realizar um mapeamento das equipes e dos locais onde são desenvolvidas as atividades, identificando as propriedades que necessitam de adequações.
Ao final, ficou acordado que as situações levantadas continuarão sendo acompanhadas e debatidas entre as partes, inclusive durante uma nova reunião com o Ministério do Trabalho e Emprego, com participação prevista da Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV).
Para a categoria, o diálogo entre trabalhadores, empresas e cooperativa é fundamental para avançar na construção de condições de trabalho mais dignas, seguras e adequadas para os profissionais que atuam na apanha de frangos.









