Nesta matéria você vai ler:
- O que muda na forma de acesso ao WhatsApp;
- Como funcionarão os nomes de usuário;
- Quais novos recursos de inteligência artificial chegarão ao aplicativo;
- O que muda na segurança das contas;
- Quais celulares deixarão de ser compatíveis;
- O que fazer para preparar sua conta e usar as novidades com segurança.
Aplicativo de troca de mensagens mais utilizado no país há mais de uma década, o WhatsApp passará por mudanças na forma de acesso às contas. A Meta, empresa proprietária do aplicativo, anunciou que os usuários deixarão de ser identificados apenas pelo número de telefone e poderão utilizar nomes de usuário. Além disso, serão incorporados novos recursos de inteligência artificial (IA) e reforços na proteção contra golpes. Para utilizar todas as novidades, que serão liberadas gradualmente, será necessário manter o aplicativo atualizado e adotar novas medidas de segurança.
As mudanças estão sendo liberadas gradualmente ao longo de 2026 e devem alcançar todos os usuários nos próximos meses. Algumas funções já começaram a aparecer para parte dos usuários, enquanto outras ainda dependem da atualização do aplicativo ou da liberação por parte da Meta, empresa proprietária do WhatsApp.
Por que o aplicativo está mudando
As mudanças acompanham três tendências observadas no mercado de tecnologia:
- crescimento do uso de inteligência artificial;
- aumento das tentativas de golpes e fraudes digitais;
- necessidade de integração entre diferentes dispositivos e serviços.
Entre as novidades previstas para 2026 estão recursos que alteram tanto a experiência de uso quanto a segurança das contas.
Nome de usuário substitui o compartilhamento do telefone
Uma das mudanças mais aguardadas é a criação de nomes de usuário, identificados pelo símbolo “@”, semelhante ao que já acontece em outras redes sociais.
Na prática, será possível compartilhar apenas o nome de usuário para iniciar uma conversa, sem revelar imediatamente o número do celular.
A medida, de acordo com a proprietária do aplicativo, busca reduzir a exposição de dados pessoais, principalmente em grupos públicos, negociações comerciais e atendimentos.
Segundo os canais especializados consultados pelo Portal CUT, o primeiro contato ainda deverá exigir um código de verificação definido pelo próprio usuário, funcionando como uma camada adicional de proteção contra mensagens indesejadas.
A reserva dos nomes de usuário começou a ser disponibilizada em etapas e a previsão é que o funcionamento completo seja liberado para todos até o fim de 2026.
Segurança terá novas camadas
Outra mudança importante envolve a proteção das contas. O WhatsApp passará a oferecer um modo avançado de segurança destinado principalmente a usuários mais expostos a ataques virtuais, como jornalistas, autoridades, ativistas e profissionais que lidam com informações sensíveis.
Quando ativado, esse modo restringe o recebimento automático de arquivos enviados por desconhecidos e amplia a proteção contra tentativas de espionagem digital.
Também haverá mudanças na verificação em duas etapas. O antigo PIN numérico deverá ser substituído por uma senha com letras e números, permitindo uma combinação mais robusta, dificultando golpes como a clonagem de chips de celular.
Inteligência artificial passa a ocupar espaço central
O aplicativo terá a presença de IA amplificada. Entre os recursos previstos estão:
- criação de imagens por comandos de voz;
- geração automática de planos de fundo durante chamadas de vídeo;
- auxílio na produção de textos;
- apoio para criação de conteúdos.
Integração com carros, PDFs e Spotify
O uso do aplicativo em diferentes plataformas está previsto. O WhatsApp ampliará a integração com sistemas automotivos, como Apple CarPlay e Android Auto, permitindo responder mensagens e acessar chamadas com maior facilidade utilizando comandos de voz.
Também será possível fazer anotações diretamente em arquivos PDF compartilhados pelo aplicativo, além de publicar músicas do Spotify nos Status com um formato visual semelhante ao utilizado pelo Instagram.
Quais são as vantagens
- maior proteção da privacidade ao evitar o compartilhamento do número de telefone;
- reforço contra golpes digitais e invasões de contas;
- mais segurança durante o uso do aplicativo no carro;
- centralização de diferentes tarefas em um único aplicativo;
- ampliação dos recursos de inteligência artificial para comunicação e produtividade.
O que o usuário precisa fazer
Especialistas recomendam algumas medidas para aproveitar as novidades com segurança.
Mantenha o aplicativo atualizado
A primeira orientação é verificar regularmente se há atualizações disponíveis na Google Play Store ou na App Store.
As novas funções estão sendo liberadas gradualmente e dependem da versão mais recente do aplicativo.
Reserve seu nome de usuário
Quando o recurso estiver disponível, vale registrar rapidamente o nome de usuário desejado, especialmente para empresas, entidades e pessoas públicas, reduzindo o risco de perfis semelhantes serem utilizados por golpistas.
Reforce a segurança
Também é recomendável ativar a verificação em duas etapas e, quando disponível, substituir o PIN numérico pela nova senha alfanumérica.
Quem trabalha com informações sensíveis pode avaliar a ativação do modo avançado de proteção.
Baixe apenas versões oficiais
Outra recomendação é nunca instalar versões modificadas do WhatsApp que prometem recursos exclusivos ou antecipados.
Além de violarem as regras da plataforma, esses aplicativos frequentemente são utilizados para roubo de dados, senhas e contas.
Desconfie de links
Com a ampliação da integração entre diferentes plataformas, especialistas alertam para o aumento de tentativas de golpes envolvendo links falsos que prometem liberar recursos antes da hora ou conectar serviços automaticamente.
A orientação continua sendo acessar apenas os canais oficiais do WhatsApp.
Celulares antigos deixarão de ser compatíveis
As novas tecnologias também aumentam as exigências mínimas de funcionamento do aplicativo.
Segundo informações divulgadas pelos canais especializados consultados pelo Portal CUT, aparelhos com Android 5.1 ou versões inferiores deixarão de ser compatíveis com o WhatsApp a partir de 8 de setembro de 2026.
Para continuar utilizando o aplicativo, será necessário possuir um aparelho com Android 6.0 ou superior.
Mudanças chegam aos poucos
Nem todas as novidades aparecerão simultaneamente. A Meta costuma distribuir novos recursos de forma gradual, permitindo corrigir eventuais falhas antes da liberação mundial.
Por isso, dois usuários com a mesma versão do aplicativo podem receber determinadas funções em momentos diferentes. A recomendação é manter o WhatsApp sempre atualizado e acompanhar as notificações do próprio aplicativo para saber quando cada novidade estiver disponível para sua conta.
O que é o WhatsApp
Há mais de uma década, o WhatsApp tem sido o principal aplicativo de mensagens utilizado pela população brasileira, tornando-se ferramenta quase que indispensável para conversas pessoais, atendimento ao público, trabalho, entre outras aplicações. Com status de rede social, o aplicativo é amplamente usado para o compartilhamento de informações, recurso que, por um lado é útil para a organização acontecimentos como mobilizações e manifestações, mas por outro é também uma das principais via s de acesso para a disseminação de fake news.
Criado em 2009, o WhatsApp nasceu como um aplicativo de troca de mensagens instantâneas. Ao longo dos anos, incorporou chamadas de voz, videoconferências, envio de documentos, fotos, vídeos, localização em tempo real, canais, comunidades e pagamentos em alguns países.
No Brasil, tornou-se o principal meio de comunicação digital entre pessoas, empresas, órgãos públicos e entidades da sociedade civil. Sua popularização fez com que o aplicativo substituísse, em muitos casos, ligações telefônicas, mensagens SMS e até parte das comunicações feitas por e-mail.






