A articulação dos trabalhadores ferroviários teve como resultado a aprovação do PL 777/2026, ocorrida nesta terça-feira, 18, pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP). De acordo com a categoria, o projeto é um passo para a manutenção dos empregos dos trabalhadores da CPTM diante do cenário de privatizações do governo Tarcísio de Freitas, mas a pressão pela implementação deve continuar.
“A aprovação do projeto é resultado direto da mobilização, da greve histórica realizada em defesa dos direitos da categoria, da pressão nas redes sociais e da presença massiva na ALESP”, pontua o comunicado divulgado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de S. Paulo e Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo.
O diretor da Executiva do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, Luiz Barbosa Neto Junior, compartilha como foi a mobilização para que o projeto fosse aprovado.
“Conversamos com vários deputados, da direita e da esquerda, com a assessoria de alguns deles. Demos uma atenção para aqueles deputados que colocaram emenda no projeto e para aqueles deputados que são líderes dos partidos na Câmara. No dia da votação, iniciamos a mobilização na Alesp de manhã e seguimos com os diálogos, explicando todo o anseio da categoria”, contou o dirigente sindical.
O próximo passo é a sanção do projeto pelo governador, que tem até 15 dias úteis para assinar. “Essa é uma das lutas. A nossa luta contra a privatização continua, contra a privatização da Linha 10 – Turquesa. A gente entende que a linha 10 é uma linha essencial, estratégica e intransferível. Temos um documento para isso. A gente já encaminhou esse documento para todos os deputados e a gente quer continuar tratando desse assunto”, pontua Luiz.
O que diz o PL aprovado
O projeto autoriza a transferência de trabalhadores da CPTM afetados pelas privatizações para órgãos e entidades da administração pública direta ou indireta do estado.
A versão aprovada também incluiu os trabalhadores da Linha 10-Turquesa, que permanece sob gestão da CPTM, caso a linha seja desestatizada futuramente.
Os trabalhadores e trabalhadoras da CPTM somam um quadro de 4.700 pessoas. Nesta quarta-feira, 19, ainda haverá uma assinatura de um acordo coletivo entre os sindicatos e o TRT (Tribunal Regional do Trabalho), com toda a discussão das audiências e do projeto aprovado. “O intuito é que a gente tenha mais um elemento para garantir o emprego de todos os ferroviários da CPTM. Assinado esse acordo coletivo, queremos manter uma comissão que foi criada no ano passado dentro do tribunal para continuarmos discutindo as vagas de trabalho no Estado, os pré-requisitos para ocupar as vagas, para darmos mais segurança aos trabalhadores e trabalhadoras”, explica Luiz.
“A sociedade precisa entender o que está acontecendo com as concessões em São Paulo. Algumas mentiras são apresentadas nas mídias, principalmente em relação ao investimento, que na verdade não tem investimento nenhum, todo esse dinheiro sai, o Estado devolve para a iniciativa privada”, finaliza o dirigente.
Fonte da matéria https://mundosindical.com.br/Noticias/View.aspx?ID=69762






