Em cinco capitais do país milhares de pessoas participaram de atos nesta segunda-feira (25) pelo fim da escala 6×1 já! e redução de jornada já!. Houve atos no Rio de Janeiro, Vitória, São Luís, Cuiabá e Aracaju. Em São Paulo, a Avenida Paulista ficou lotada com os manifestantes ocupando a via antes de saírem em passeata em direção à Praça Roosevelt, no centro da cidade.
Na caminhada na Paulista, o presidente da CUT-SP, Raimundo Suzart, afirmou que é preciso continuar a pressão para que não haja tempo de transição. “Nós vamos, a partir de amanhã, estar em Brasília, vamos pressionar pela redução para 40 horas. Temos que pressionar no Congresso, cobrando de todos os deputados e todas deputadas, para que aprova a redução da jornada já”.
O dirigente se referiu ao anúncio de que a redução de jornada de 44 horas semanais para 40 horas e o fim da escala 6×1 sem redução salarial começarão em 60 dias e com transição final em um ano, nesta quinta-feira (25), pelos ministros do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o de Relações Institucionais, José Guimarães e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
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É preciso pressionar
A proposta passa pela seguinte tramitação: nesta segunda-feira foi lido o relatório do deputado Léo Prates (Republicanos-BA). Depois da leitura, o texto vai passar por aprovação na Comissão Especial, na quarta-feira (27), e a votação no Plenário da Câmara será na quinta-feira (28). A proposta precisa ainda ser aprovada por 308 deputados federais e 49 senadores, em dois turnos, e tanto a Câmara como o Senado são formados por maioria de parlamentares a oposição ao governo Lula (PT), que apoia a matéria. Por isso a atenção e pressão precisam ser firmes.
Como pressionar
Outra forma de pressão são as redes sociais e a ferramenta da CUT “Na Pressão”. Pelo celular, tablet ou computador, você pode mandar seu recado para os deputados pela plataforma Na Pressão, da CUT. Veja como pressionar os deputados para que votem a favor do fim da escala 6X1. Clique aqui
O presidente da CUT mandou ainda um recado para os trabalhadores e trabalhadoras continuarem firmes firme na luta por seus direitos e lembrou que a próxima eleição é vital para a classe trabalhadora.
“Precisamos pensar em outubro, porque a gente viu que tem uma parte desse Congresso que é contra os trabalhadores, contra as trabalhadoras, contra as mulheres e qualquer avanço no nosso país. Por isso, em outubro, vamos mandar um recado. Vamos mudar esse Congresso golpista e dar um Congresso que deixe o presidente Lula governar como esse país merece”, disse Raimundo.
















