Publicado: 07 Setembro, 2026 – 12h19 | Última modificação: 07 Setembro, 2026 – 13h44
Moradia, paz, soberania, direito à terra e defesa da vida das mulheres foram algumas das reivindicações do 32° Grito dos Excluídos e das Excluídas, que reuniu entidades sindicais, movimentos sociais e populares na Praça da Sé, nesta segunda-feira, 7 de setembro. O lema desta edição foi: “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”.
A atividade teve abertura com um café da manhã à população em situação de rua a partir das 7h. Em seguida, um ato político-cultural deu espaço para falas de representantes dos movimentos sociais, de mulheres, de luta por moradia, educação, reforma agrária, refugiados, entre outros.
“Para avançarmos nas políticas públicas de inclusão para a população mais vulnerável, é fundamental a escolha de representantes comprometidos com a causa da classe trabalhadora, seja do cidade ou do campo”, ressalta o secretário-geral da CUT-SP, Daniel Calazans.
Renato Zulato, secretário-geral da CUT, reforçou a tradição CUTista de participar do evento. “Onde estiver a luta por inclusão social, a CUT estará”, pontua o dirigente, que participou do evento na Praça da Sé.

O ato contou com uma caminhada nas ruas do centro de São Paulo com apresentações culturais. Representantes das entidades sociais denunciaram o descaso com a população em situação de rua, que enfrenta dificuldades em acessar os abrigos neste período de frio extremo na cidade de São Paulo. Além disso, a política de segurança pública do estado de São Paulo, o genocídio da população negra e periférica e o feminicídio foram pautados.
No Largo São Bento, dirigentes das centrais sindicais ressaltaram a pauta fundamental da classe trabalhadora: a aprovação da PEC do fim da escala 6×1 com redução da jornada para 40 horas sem redução salarial. A PEC está travada no Senado após ser aprovada na CCJ.
O secretário de Mobilização da CUT-SP, Osvaldo Bezerra (Pipoka), destacou a importância da atividade. “Temos aqui as demandas de diferentes movimentos. São 32 anos desta importante iniciativa. Neste ano eleitoral, precisamos estar mais unidos do que nunca para definir as estratégias de luta para o próximo período”, pontuou.
Após uma pausa no Largo São Francisco, uma missa na Catedral da Sé encerrou a atividade.
Histórico de luta
A proposta do Grito dos Excluídos e Excluídas surgiu em 1994, a partir do processo da 2ª Semana Social Brasileira, da CNBB, cujo tema era Brasil, alternativas e protagonistas, inspirada na Campanha da Fraternidade de 1995, e lema: A fraternidade e os excluídos. O primeiro Grito foi realizado em 7 de setembro de 1995, tendo como lema “A vida em primeiro lugar”.
Entre as motivações que levaram à escolha do dia 7 de setembro está a de fazer um contraponto ao Grito da Independência oficial. A ação se propõe a superar um patriotismo passivo em vista de uma cidadania ativa e de participação, colaborando na construção de uma nova sociedade, justa, solidária, plural e fraterna. O Dia da Pátria, para além de um dia de festa e celebração, vai se tornando também um dia de consciência política de luta por uma nova ordem nacional e mundial. É um dia de sair às ruas, comemorar, refletir, reivindicar e lutar.








