A BATALHA PELA HEGEMONIA DO DÓLAR

 

Por André Nunes - 06/03/2019

Os Estados Unidos tem um privilégio que nenhum outro país do mundo possui: a prerrogativa de emitir moeda em quantidades exorbitantes sem o efeito colateral da inflação.

 

 

Atualmente mais de 60% do comércio mundial é realizado em dólar estadunidense (cerca de 20 anos atrás era 80%), ou seja, sua moeda é um produto de exportação pois a maioria dos países do mundo mantém suas reservas em dólar desde a quebra do padrão ouro. Por isso as intervenções imperialistas mais recentes não são apenas por recursos naturais, mas também contra países que propõe uma alternativa ao padrão dólar, como no caso da Líbia que propunha a criação de uma única moeda para a União Africana de Nações (os norte-americanos, apoiados pela OTAN invadiram a Líbia em 2011).

 

A guerra comercial contra a China está para além da disputa por mercados, o gigante asiático já vem desde 2009 buscando alternativas à moeda estadunidense, mais recentemente em conjunto com a Rússia, os dois países já realizam trocas sem utilizar o dólar. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, declarou ano passado que "o dólar é um instrumento de pressão não só sobre os adversários geopolíticos dos EUA, mas também sobre os aliados".

 

A Venezuela ousou lançar uma moeda com lastro nas suas reservas de petróleo, desde então, além do embargo econômico, passou a sofrer ameaça de intervenção militar direta.

 

O que está em jogo é a hegemonia do dólar e os Estados Unidos farão de tudo para mantê-la.

 

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