Banco da Inglaterra rouba ouro da Venezuela, cifras são bilionárias

 

O Banco da Inglaterra recusou ao governo da Venezuela, um pedido para entregar US$ 1,2 bilhão (R$ 4,5 bilhões) de suas próprias reservas em barras de ouro, informou a Bloomberg em 26/01, citando fontes.

 

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Em dezembro do ano passado, Maduro declarou que seu país tem o direito de vender seu ouro independentemente das sanções dos EUA, e comentou a situação incerta em relação ao retorno do ouro venezuelano da Grã-Bretanha para a Venezuela.

 

Uma fonte anônima disse à agência que a decisão de não autorizar o pedido de retirada de ouro foi feita depois que altos funcionários dos EUA, inclusive o secretário de Estado, Mike Pompeo, e o conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, pressionaram seus homólogos britânicos a bloquearem o acesso a ativos venezuelanos no exterior. A Bloomberg observa que agora as autoridades norte-americanas estão tentando enviar dinheiro do Estado venezuelano depositado no estrangeiro para Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino da Venezuela, com o objetivo aumentar as chances de obter controle sobre o governo.

 

Segundo a publicação, o total das reservas externas do Banco Central da Venezuela é de US$ 8 bilhões (R$ 30,1 bilhões). Parte dos ativos está no Banco da Inglaterra, a localização da outra parte é desconhecida.
Mais cedo, foi informado que a Venezuela decidiu transferir US$ 550 milhões (R$ 2 bilhões) em barras de ouro do Banco da Inglaterra por temer que estas fossem afetadas pelas sanções norte-americanas contra o país. Conforme relatado pela Reuters, trata-se de 14 toneladas de ouro. A implementação desses planos foi adiada por dois meses devido às dificuldades em obter o seguro necessário para movimentar uma grande carga de ouro. 

 

Em 23/01, o deputado Guaidó se auto-declarou presidente "interino" da Venezuela. Os Estados Unidos, que têm grande histórico de ingerência na América Latina, manifestaram rapidamente apoio a Guaidó e à oposição venezuelana. A União Africana (formada por 55 países), Rússia, Cuba, México, Bolívia, Nicarágua, Turquia, Irã e China apoiam a permanência do presidente eleito em 2018, Nicolás Maduro.