ANATOMIA DO CLIENTELISMO: EDUARDO PAES

 

ANATOMIA DO CLIENTELISMO: EDUARDO PAES 

 

O momento político que vivemos traz a necessidade de se resgatar para o debate uma importante questão que vem sendo esquecida: a biografia de certas figuras. É necessário conhecer bem o cidadão que pretendemos depositar nossa confiança ao votar. Alguns nunca trabalharam na vida, mas se lançam na vida política e tomam decisões que afetam profundamente a população que trabalha e produz, é o caso do politiqueiro liberal Eduardo Paes.

 

 

O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, nascido em 1969, ingressa na vida pública em 1993, recém saído da faculdade de direito, bacharel sem registro na OAB, com somente 23 anos, foi nomeado subprefeito da “Zona Oeste I” (Barra, Receio e Jacarepaguá), sem experiência alguma, nem de vida nem profissional. Na época o prefeito do Rio de Janeiro era César Maia, cujo o único legado é ser o responsável por erguer elefantes brancos superfaturados, Paes fazia parte do movimento (se é que se pode chamar isso de movimento) “Juventude César Maia”, foi assim que conseguiu sua nomeação, depois de se apoderar de parte do aparelho municipal sua “carreira” fluiu muito bem, em 1996 é eleito vereador, depois deputado, pulando de partido em partido, PFL, PSDB, PMDB, chegando a se eleger prefeito do Rio de Janeiro graças a imensa máquina financeira de propaganda do PMDB financiada por bancos e empreiteiras.

 


Em 2016 Eduardo Paes lançou seu pupilo para tentar consquistar mais uma vez a prefeitura do Rio para a máfia do PMDB (a qual ambos integravam), o deputado e secretário de coordenação da prefeitura do Rio na "gestão" Paes, Pedro Paulo, ainda na década de 90, com apenas 23 anos, coincidentemente, recém saído das fraldas universitárias da faculdade de economia, foi convidado por Eduardo Paes para ser administrador do Autódromo Internacional Nelson Piquet, mais conhecido como Autódromo de Jacarepaguá, trajetória parecida com a do seu mentor, já com o aparato da máquina pública, poucos anos depois se elege vereador, posteriormente deputado. Atualmente seu feito mais conhecido é o de ter agredido sua esposa.

 


Resumindo, ambos nunca trabalharam na vida, se utilizaram da política para fazer "carreira", ou seja, fazer da política um meio de vida. É de extrema importância que o trabalhador brasileiro conheça o tipo de cidadão em que pretende votar, pesquisar a vida profissional dessas pessoas, saber se já se dedicaram à alguma atividade produtiva.

 

Não é necessária uma análise social complexa para se chegar a conclusão que há alternativas melhores do que playboys recém saídos das fraldas universitárias para ocupar postos na administração pública.

 

Os favores que bancos, empreiteiras e outros grandes conglomerados empresariais fizeram para esse tipo de político vão ser cobrados logo após a eleição dos mesmos, serão prontamente retribuídos com licitações fantasmas ou contratos de emergência (sem licitação) superfaturados, a orgia do setor público financiando o setor privado. Passadas as promessas eleitorais vão governar para quem financiou suas campanhas ou para a população? Nós já sabemos a resposta.

 

Chega de votar nos nossos próprios carrascos, vamos dar um rotundo NÃO para essa casta privilegiada de parasitas!

 

André Nunes,

Publicado em 10/05/2016 e atualizado em 15/12/2019